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quarta-feira, 8 de março de 2017

Cientistas não conseguem explicar um misterioso pico de radiação registrado na Europa



Pequenas quantidades de radiação nuclear estão se espalhando ao longo da Europa no último mês, e até o momento os cientistas não fazem a menor ideia de onde ela está saindo.

Detectada pela primeira vez sobre a fronteira entre a Noruega e a Rússia, em janeiro, a formação de iodo-131 foi encontrada em vários países europeus, e embora esteja surgindo rumores não confirmados de testes nucleares por parte da Rússia, as autoridades dizem que provavelmente isso está ligado a um acidente. O pico da radiação ocorreu em janeiro, mas foi recentemente que as autoridades da Finlândia e da França publicaram informações sobre o incidente, anunciando que após o pico detectado na Noruega, a radiação foi registrada na Finlândia, Polônia, República Tcheca, Alemanha, França e Espanha.

“As medições em Svanhovd em janeiro foram muito, muito baixas, assim como as medições feitas em países vizinhos, como a Finlândia. Os níveis não preocupem os seres humanos ou o meio ambiente. Por isso, nós acreditamos que isso não tem valor-notícia”, disse Astrid Liland, da Autoridade Norueguesa de Proteção de Radiação, em entrevista ao Barents Observer.

As autoridades francesas dizem que o nível atual do iodo-131 na Europa não gera riscos de saúde, e já voltou ao normal. Mas o que chama mais atenção sobre o evento não é o nível de radiação – mas sim o fato de que ninguém sabe explicá-lo.

O que nós sabemos é que o iodo-131 possui uma meia-vida de apenas oito dias, então quando você o detecta na atmosfera, isso é uma prova de que o composto foi liberado recentemente. “A liberação provavelmente foi recente. Não é possível especular nada além disso”, disse Brian Gornall, da sociedade Britânica de Proteção Radiológica, em entrevista a Ben Sullivan, do Motherboard.

No momento, especula-se que a origem do iodo-131 liberado seja o Leste da Europa, o que levou algumas pessoas a especular que a Rússia poderia estar realizando testes nucleares no Ártico. Mas não há nenhuma evidência de que isso realmente está acontecendo. Além disso, o fato de apenas iodo-131 ter sido encontrado, sem a presença de nenhuma outra substância radioativa, sugere que esse não seja o caso. De acordo com Liland, o clima do período em que as medições foram feitas era instável, e isso fez com que fosse difícil rastrear uma localização específica.

Com base nesse isótopo em particular, os especialistas estão dizendo que é provável que o pico de radiação seja resultado de algum tipo de vazamento farmacêutico, já que o iodo-131 é utilizado no tratamento de certos tipos de câncer. “Já que apenas iodo-131 foi encontrado, e nenhuma outra substância radioativa, nós acreditamos que o pico teve origem em alguma companhia farmacêutica que estava produzindo medicamentos para o tratamento de câncer”, disse Liland ao Motherboard.

Um evento similar aconteceu em 2011, quando os níveis de iodo-131 tiveram uma alta em uma série de países europeus durante algumas semanas. Na época, autoridades também tiveram dificuldades para explicar o pico, mas traçaram uma ligação com plantas nucleares. “Se isso viesse de um reator, nós encontraríamos outros elementos no ar’, disse Didier Champion, da IRSN, em entrevista à Reuters, em 2011.

Investigações ainda estão sendo realizadas em uma tentativa de explicar o ocorrido deste ano. Mas como ambos eventos não oferecem riscos ao seres humanos, não é algo que vá tirar o sono dos farmacêuticos.

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