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sábado, 1 de junho de 2013

Historia das fotografias



O CIANOTIPO
1800 — JOHN FREDERICK WILLIAM HERSCHEL (07/03/1792-11/05/1871), astrônomo britânico, nascido na Alemanha, descobre a região infravermelha do espectro de luz. Em 1819, descobre o fixador fotográfico, hiposulfato de sódio.
Herschel, a quem a História sempre atribuiu o mérito de ter criado palavras relativas ao novo invento. Inscreveu seu nome já em 1839, quando conseguiu a primeira fotografia em vidro – um suporte que imediatamente foi incorporado pelos daguerreotipistas. Foi um homem que soube usar as palavras, pois cunhou em seus diários os termos fotografia e fotográfico.
No ano seguinte, pronunciando-se na Royal Photographic Society, criou os termos Matriz: negativo e positivo. Em 1860, idealizou outras palavras que fariam carreira: disparo e instantâneo. Também foi um visionário: previu arquivos públicos em que a documentação seria microfilmada e lida em ampliadores (fato que só ocorreu no século seguinte). Tem o mérito da primeira cópia azul, o cianotipo.
A cianotipia foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel. Foi descoberta por Sir JOHN HERSCHEL, notável cientista, cuja atividade principal era a astronomia, tendo feito diversas descobertas neste campo. Além disso, fez pesquisas relevantes na fotografia e, segundo autores abalizados, deve-se a ele também a descoberta do HIPOSSULFITO como agente fixador.
A cianotipia tem este nome porque as imagens assim produzidas apresentam-se em azul. Isto acontece porque se baseia em sais de ferro e não de prata. Também é conhecida como FERROPRUSSIATO ou “BLUEPRINT”, além de outros nomes menos conhecidos.
Não é um processo para produzir negativos, mas cópias em papel. A emulsão é muito lenta, mais ou menos da ordem de 0.05 ISO. Por causa disso, é impraticável ampliar negativos sobre papel ao ferroprussiato. A cópia é obtida por contato, numa prensa especialmente construída, embaixo de uma luz rica em UV, podendo ser a própria luz do sol. Nesse caso, a impressão pode demorar de 15 a 45 minutos, dependendo da densidade do negativo. Após o tempo de exposição, a folha de papel é lavada em água corrente por alguns minutos e, ao secar, a imagem adquire tons azuis bem saturados.
Alguns operadores desenvolveram métodos para ampliar negativos pequenos para poderem imprimi-los por contato. Os sais que entram na composição da emulsão sensível são citrato de ferro amoniacal, ácido oxálico e ferricianeto de potássio, podendo às vezes entrar bicromato de potássio como regulador de contraste, devendo ser dissolvidos de preferência em água destilada. Existem muitas fórmulas e procedimentos.
Os negativos a serem impressos por cianotipia devem ser “duros”. Isto é assim porque a emulsão, embora lentíssima, tem uma gradação muito suave. Um negativo bom para ser ampliado em papel comum de grau dois vai produzir uma cianotipia sem contraste. Se falando em termos de “Zone System”, um negativo processado a N+2 é o ideal. E se o assunto for de baixo contraste, um processamento N+3 é recomendado. A emulsão, para maior durabilidade, pode ser preparada em duas partes que se juntam no momento do uso.
Em princípio, qualquer papel serve, desde que não seja ácido. Há os papéis importados, especialmente feitos para processos alternativos, como por exemplo o ARCHES PLATINE, que também é excelente. Via de regra, o papel, ANTES de receber a emulsão, precisa ser banhado numa solução de amido ou gelatina e posto a secar, para que a solução sensível não seja absorvida a fundo pelas fibras do papel, o que ocasionaria resultados inferiores.
Para trabalhar com processos alternativos – assim chamados por se apresentarem como opções frente à grande massa da fotografia industrializada – requer grande dose de paciência, romantismo, curiosidade e um objetivo definido. Pode começar como simples curiosidade, mas derivar para algo mais profundo. Assim é com a Platinotipia, Goma bicromatada, Kallytipia, Bromóleo, Daguerreotipia, Ambrotipia, só para citar alguns. Muitos outros existem.
Saindo um pouco do tema central, vem a indagação: por que todos esses processos caíram em desuso? Acredito que os procedimentos padronizados com base na prata surgiram mais por força de interesses industriais do que qualquer outro fator. A prata é – pelo menos até agora – o metal mais conveniente para ser explorado em larga escala pela indústria fotográfica. Não é tão caro como a platina, que dá resultados reconhecidamente superiores, e fornece emulsões rápidas o bastante, ao contrário dos sais de ferro. Outros procedimentos, como Goma bicromatada, Bromóleo, etc, são muito sujeitos a variações individuais.

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