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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A sexualidade, Higiene e Intimidade durante os séculos.


Principalmente nas colônias européias do século XV, algumas noções que temos hoje sobre sexualidade, higiene e intimidade são combatidas pelos padrões de comportamento europeu já estabelecido. Também cabe lembrar que a Europa “superou” esse mesmo problema, tendo em vista que séculos antes partilhavam das mesmas concepções que o “viver coletivo” traz. Para início de conversa, privacidade não era um conceito pronto, privacidade é um conceito que surgiu no século XVIII, então, alguns anos antes, não havia problemas com ela, afinal, ela não existia. Mas não existia como conceito de regra e moral social. Não existir privacidade quer dizer que andar nu e dormir na mesma cama com várias pessoas (todas nus) é extremamente normal. Sendo assim, em 1718 “surge” a palavra PRIVADO, que significava: Uma pessoa que trata só de sua pessoa, de sua família e de seus interesses domésticos. Agora conhecemos PRIVADO por designar algo que pertence a uma particular pessoa.

Os hábitos de higiene: tendo em vista que a parte mais limpa era o PÉ, a higiene não era algo muito disseminado! Seja andando descalço ou calçado, o pé sempre “ganhava uma lavada”. Diferentemente do restante do corpo, que também ficava exposto durante o dia, mas não era tratado com tanta higiene. A própria cama e as casa, além de serem mal arejadas, não eram bem limpas e não existia esforço algum para que isso melhorasse. A higiene que hoje é associada ao prazer físico, difere de antes, onde a sujeira sempre esteve mais presente que a limpeza. No Brasil colonial, a parte da higiene íntima, o “cheiro de mulher” agradava mais que qualquer coisa. O cheiro feminino era tido como o ápice do erotismo e, se uma mulher lavasse suas partes intimas antes do ato sexual, era tida como uma ruptura sexual. Era necessário um equilíbrio de odores para o erotismo.Relatos dizem que tais odores ainda mantinham afastados mosquitos, baratas, moscas. Dejetos só eram removidos uma vez por semana. Não era um ambiente muito propício a relações sexuais, não como conhecemos hoje – se bem que tem gente, que né? -, naquela época, já bastava. A noção de intimidade do século XVI não tem nada a ver com a que temos hoje, do século XXI.A Igreja foi responsável por acabar com tudo isso. Os jesuítas vieram com seus conceitos europeus, refreando principalmente a questão do desejo, cobrindo o corpo da mulher e trazendo o império da higiene, tentando pelo menos modificar a aparência, melhorá-la, para aumentar a força do “pecado”. Portanto se a igreja não permite que a mulher seja bela, a cultura o fará, com o passar do tempo, mulheres que andavam nuas são “substituídas” por mulheres cobertas, fazendo com que agora, qualquer tornozelo ou pescoço seja motivo de erotismo

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