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quinta-feira, 7 de março de 2013

Arraia de 64 kg. "Levei seis horas para tirar ela da água"

Uma arraia pesando 64 kg foi pescada nas águas do Rio Uruguai no município de Porto Mauá, no Noroeste do Rio Grande do Sul, entre a noite desta segunda-feira (5) e a madrugada de terça (6). O pescador Alcir Pires de Aguiar, de 56 anos, garante que usou uma linha de mão na pescaria. Devido ao tamanho e peso elevado, ele usou um gancho e um reboque de barco para transportá-la até uma propriedade rural. "Levei seis horas para tirar ela da água",.

A pesca ocorreu na localidade de Três Bocas, na zona rural da cidade que faz fronteira com a Argentina. O pescador conta que sentiu o puxão na linha por volta das 20h de segunda-feira (5), e somente às 2h de terça (6) conseguiu tirar o animal da água. Depois, contou com o irmão Américo, que mora no país vizinho, para levar o animal para casa em um reboque. "Fomos para o carro e puxamos com uma carretinha", contou.

 Segundo Aguiar, após a limpeza, somente a carne do animal pesava 31 kg. "Era muita carne. Ficamos com um pedaço para consumo e vendemos o resto", conta.

De acordo com o professor de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Nelson Ferreira Fontoura, a incidência de arraias na região é considerada comum. “Não é uma arraia marinha que foi parar lá. Existem arraias de água doce que vivem em toda a Bacia do Prata, que incluiu o Rio Uruguai. Esse tipo também é muito presente na Bacia do Amazonas, na Região do Pantanal”, explica.

De acordo com a legislação ambiental, a pesca da arraia da forma que foi feita por Aguar é permitida, conforme normativa do Ministério de Pesca e Aquicultura. "Só não pode ser feita em uma distância maior que três milhas (da margem do rio), com rede de arrasto, e o tamanho precisa ser acima de 60 centímetros", observa o sargento Mauricio Bernardina, da 2ª Companhia Ambiental da Brigada Militar de Porto Alegre.

O sargento destaca também que é proibido retirar parte do animal e jogá-lo de volta no mar. "Algumas pessoas retiram parte da barbatana e largam o animal vivo. Temos uma resolução nova do ministério que regula isto, mas neste caso está tranquilo", disse Bernardina.

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